Quais são as indicações da EMT?

A aprovação da estimulação magnética transcraniana repetitiva, no Brasil, regulamenta o procedimento para algumas indicações: (1) Depressão unipolar, (2) depressão bipolar e (3) alucinações auditivas em Esquizofrenia.

A Estimulação magnética tem sido estudada em muitas outras aplicações. Existe evidência científica suficiente para transtorno obsessivo-compulsivo, esquizofrenia - sintomas negativos, transtorno do pânico e transtorno do estresse pós-traumático.

Estudos corroboram a eficácia da Estimulação Magnética Transcraniana de repetição em:  Dependência de cocaína, dor crônica e zumbido. A Estimulação Magnética é também estudada em outras indicações como: perda de memória em casos de "prejuízo cognitivo leve" (na maioria dos casos este prejuízo evolui para demência, notadamente Alzheimer), autismo e até em déficits neurológicos pós acidentes cerebrais como "derrame". Também, há estudos no Brasil e no mundo, em epilepsia, dislexia e déficit de atenção e hiperatividade entre outros. 
Existem outras formas de tratamento para a depressão além dos medicamentos?

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é uma forma de tratamento não medicamentoso, de doenças psiquiátricas, especialmente a depressão.
Funciona através de pulsos magnéticos, com frequência de 1 a 20 pulsos por segundo. Este pulso magnético atinge áreas específicas do cérebro e promovem a melhora dos sintomas.
Esta melhora se dá por aumento de conexões entre os neurônios e crescimento de novos neurônios em uma área importante do cérebro, o hipocampo. O tratamento com a EMT permite diminuir os medicamentos e em alguns casos, eliminá-los.
A eficácia é comparável à de um bom antidepressivo – em torno de 80%. Isto pode ser interessante para quem não responde  bem a antidepressivos. Nestes se incluem os que apresentam melhora parcial (resposta) e os que apresentam uma melhora total ou próxima disto (remissão).
A eficácia pode ser ampliada dependendo dos parâmetros escolhidos (aqui inclui a escolha da bobina) e o número de sessões. Isto aumentar a chance de resposta e remissão.
A maior parte dos pacientes querem saber se tem algum risco ou se pode trazer algum prejuízo ao paciente? A resposta é não. É um procedimento seguro, indolor que permite ao paciente se manter acordado. O paciente pode dirigir ou até mesmo fazer uma prova, imediatamente após a sessão.

Talvez o maior prejuízo causado pela depressão seja a perda da funcionalidade, isto é, não conseguir trabalhar, estudar ou mesmo manter um relacionamento. Em alguns casos os antidepressivos melhoram os sintomas mas não melhoram a funcionalidade na mesma proporção. A principal razão são os efeitos colaterais dos antidepressivos. Isto pode ser evitado com a Estimulação Magnética Transcraniana.

A Estimulação Magnética Transcraniana na depressão associada



A Estimulação Magnética Transcraniana pode ser aplicada no tratamento de diversas patologias. A patologia mais estudada na EMT é a depressão. Quando se fala de tratar a depressão, não significa que seja apenas a depressão. A depressão pode estar associada a diversas outras patologias médicas tais como:
  1. Alzheimer
  2. Parkinson
  3. Epilepsia
  4. Esclerose múltipla
  5. Neurocisticercose
  6. Câncer
  7. Cirurgias e outras patologias cardíacas
  8. Nefropatias
  9. Doenças dermatológicas
  10. Transtornos gastrintestinais
  11. Síndrome do intestino irritável
  12. Alterações da tireoide
  13. Diabetes
  14. HIV
  15. Doenças ligadas ao trabalho
  16. Sequela de AVC ou traumatismos cranianos
  17. Outras patologias neurológicas
  18. Doenças terminais 
O importante é que estas pessoas podem se beneficiar do tratamento da condição da depressão associada, seja melhorando a qualidade de vida, aumentado a chance da remissão dos sintomas e evitando a manutenção da doença pela presença dos sintomas depressivos.