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Estou em um congresso em Barcelona. O congresso é dedicado à Neuropsicofarmacologia. É um congresso de maior nível científico na minha opinião. Talvez por ter uma programação menos extensa e mais específica. A estimulação Magnética Transcraniana não aparece neste congresso por uma razão óbvia. Ela é um tratamento alternativo que não necessita de medicação e o congresso é dedicado à Farmacologia nas áreas de psiquiatria e Neurologia. Mesmo assim, na revista oficial do Colégio Europeu de Psicofarmacologia encontrei artigos sobre a Estimulação Magnética Transcraniana de Repetição - EMT. O número de trabalhos científicos nesta área é imenso. Uma peculiaridade é a dificuldade de cada área de pesquisa dentro da Estimulação Magnética Transcraniana de repetição, já que patologias diferentes (ex. Depressão, TOC, Dependência de drogas etc.) recebem estimulação em áreas diferentes do cérebro. É como medicação, cada uma vai atuar de forma específica no cérebro. Sendo assim, a estimulação não pode ser utilizada de maneira generalizada. Existe um procedimento específico para cada indicação. Talvez esta seja uma das razões de alguns profissionais mal informados criticarem o procedimento. No início da década de 1990, alguns estudos eram contraditórios. Mas as várias linhas de pesquisa foram especificando estas áreas específicas do cérebro de maneira que hoje, o método está solidamente estabelecido para diversas patologias da neurologia e psiquiatria. Evidentemente ainda se estuda a sua aplicação em novas doenças. Por isso, cada ano surgem novas indicações. O mais sensato é utilizar a Estimulação Magnética Transcraniana de Repetição, para fins terapêuticos, somente naquelas áreas que estão bem estabelecidas cientificamente.